As "cidades do futuro" pretendem ser verdes, sustentáveis, inteligentes e low cost. Isto já existe. Chama-se "Campo". Frederico Lucas

Monday, September 24, 2012

7 anos de reflexão sobre a "vida rural"!


Amanhã, 25 de Setembro, comemoramos o 7º aniversário do Blogue que esteve na origem da nossa reflexão para o reequilíbrio territorial.
O primeiro texto foi dedicado ao InterCidades da CP. Um activo sobre a mobilidade inter-regional.

Precisamos de recuperar a nossa agricultura. Os economistas conhecem os riscos da dependência alimentar de mercados externos.

Sem a criação de valor nos territórios rurais, a dependência económica sobre o sector público impede a redução de impostos. Uma preocupação comum aos fiscalistas.

Para a melhoria da qualidade de vida, devem existir uma diluição demográfica pelo território. Quer a excessiva concentração metropolitana, quer o isolamento, afectam a harmonia social. Tema de estudo dos sociólogos.

Aos geógrafos, cabe a responsabilidade de compreender o impacto do despovoamento na desertificação. Os fogos florestais são causa e consequência deste processo.

O território rural precisa de gente!

Por isso, este blogue é um espaço multidisciplinar sobre a inclusão dos excluídos. Gentes e territórios. E sobre a necessidade de implementação de novas estratégias: Inovação.

O blogue Inovação & Inclusão está a cumprir a sua missão!

Tuesday, September 18, 2012

“Com desinformação as pessoas são manipuláveis.”


A frase pertence a Luisa Schmidt, proferida durante a conferência “Presente no Futuro” que se realizou nos passados dias 14 e 15 de Setembro, no CCB em Lisboa.
Durante estes dias, políticos, investigadores e empreendedores pisaram os palcos da conferência, com a missão de discutir o Portugal que desejamos para 2030.
“Será que os portugueses detêm a informação necessária para que possam decidir livremente?”
António Barreto, Presidente da Fundação organizadora, sublinhou esta pergunta de resposta simples.
Os discursos partidários são vazios de conteúdo e ricos em Soundbites. Ninguém explica a dívida, porque não interessa.
Vivemos tempos de desinformação. Para melhor manipular “as massas”, registou Luísa Schmidt.

João Miguel Tavares pediu desculpa aos "Senhores Grisalhos" para os lembrar que os seus Direitos estão a ser pagos pelos seus filhos.
Isabel Vaz valeu-se da sua experiência de trabalho em contexto hospitalar para destacar a importância da visão de longo prazo. Por oposição ao “imediato”, que define a maioria das nossas opções.
O Poder Político dispoe de informação que não partilha. Porque não consegue conciliar os programas eleitorais com as necessidades da população.
Já conhecemos o resultado.
Fernando Henrique Cardoso, convidado de honra deste evento, trouxe uma mensagem de tolerância para um mundo mais próximo. Com várias culturas e religiões: ”O mundo precisa de uma regulação que respeite todas as realidades.”
Alexandre Soares dos Santos fechou a conferência: “Precisamos de ensinar aos nossos alunos a diferença entre discussão e confronto. Falta-lhes a capacidade de argumentação.”
Para respeitarmos a DIVERSIDADE, digo eu.

in re-visto

Monday, September 10, 2012

A Estratégia de Pedro Passos Coelho

A comunicação ao país de Pedro Passos Coelho surpreendeu tudo e todos.
Ninguém vislumbrou vantagens nesta estratégia de transferir para as famílias parte dos custos sociais.

As familias vão ficar com menos dinheiro. As empresas também.

Todas as empresas que estão orientadas para o mercado interno vão ressentir-se desta medida. As grandes empresas - em particular o retalho e a banca - vão ser as maiores vítimas. O consumo vai contrair, o incumprimento bancário vai aumentar.
O facto das grandes empresas portuguesas dependerem do mercado interno explica a parte mais importante da nossa crise económica.

Era mau demais para ser verdade.

Com esta medida, Pedro Passos Coelho está a chamar multinacionais para Portugal.

Mas não são todas. São apenas as que dependem do mercado global, uma vez que a evolução do consumo interno é uma incógnita para muitos.

Com esta medida, o governo espera criar postos de trabalho com empresas estrangeiras. Convenhamos que a estratégia estava montada: flexibilização do mercado de trabalho.

Terá o AICEP o "caparro" suficiente para a digestão desta medida?

Se Pedro Passos Coelho não tiver em carteira um conjunto de novos projectos para instalar em Portugal, teremos o caldo entornado.


Frederico Lucas, Técnico de Dinamização Territorial

Declaração de Interesses: O autor deste texto é promotor de iniciativas para a captação de empresas globais para o território rural português.

Saturday, September 08, 2012

“Pequeno rei”




Entrevista: Ryan Hreljac, da Fundação Ryan’s Well
Em janeiro de 1998, um canadense tomou uma decisão que mudaria para sempre a sua vida e a de milhares de pessoas do planeta. Ao saber que muitos africanos adoeciam e morriam por causa da ingestão de água poluída, ele mostrou-se decidido a ajudar a reverter aquela situação. Tomado por um altruísmo abnegado, ele convenceu parentes, amigos e gente que nunca tinha visto antes a se engajar na sua ideia: construir poços para disponibilizar água limpa a seres que ele e nenhum dos seus compatriotas conheciam ou tinham visto pessoalmente. Mas eram seres tão humanos quanto qualquer canadense ou nascido em outra região do planeta. Dois anos depois, ele estava a mais de 11 mil km de distância, em Uganda, inaugurando o primeiro das centenas de poços que iria ajudar a construir pelo mundo.
Essa história já seria um belo exemplo de amor ao próximo qualquer que tivesse sido o seu protagonista. Mas o que a torna ainda mais especial é que o canadense em questão tinha apenas seis anos quando ouviu ecoar dentro de dentro de si a vontade e o chamado para ajudar pessoas a viver com dignidade. Essa é a história de Ryan Hreljac.
Em entrevista exclusiva ao TerraGaia, Ryan, hoje com 19 anos, conta detalhes do dia em que decidiu que tinha que fazer algo para ajudar pessoas a terem água potável ara consumir; a reação da família ao saber do seu ambicioso projeto; a motivação para conseguir o dinheiro necessário para o investimento; a emoção dos ugandenses no dia da inauguração do primeiro poço (“foi um dia de celebração”); a criação da fundaçãoque leva o seu nome; e dá conselhos para aqueles que querem fazer como ele: ousar. “Para fazer uma mudança positiva no mundo, você precisa encontrar algo que o transforme num apaixonado e que lhe dê motivação para agir. Embora inicialmente os passos possam ser muito pequenos, se você persistir e nunca desistir, o impacto das suas idéias vai crescer ano após ano”, incentiva ele que, em dez anos de atividades, já completou mais de 630 projetos em 16 países, beneficiando mais de 700 mil pessoas. Uma atitude mais do que nobre, ainda mais para alguém cujo nome, em gaélico (o idioma irlandês), significa “pequeno rei”.
TerraGaia – O seu envolvimento com as causas humanitárias começou quando ainda era uma criança. Quantos anos o senhor tinha e o que o levou a iniciar um projeto para dar acesso à água a pessoas do continente africano, uma realidade muito diferente da sua naquele momento?
Ryan Hreljac – Minha história é realmente muito simples. Um dia, em janeiro de 1998, quando eu tinha seis anos, estava sentado na sala de aula do meu curso de 1º Grau quando minha professora, a Sra. Prest, explicou que muitas pessoas na África estavam doentes e até mesmo morriam porque não tinham água potável para beber. Ela nos contou que algumas pessoas andavam por horas na África, por vezes apenas para conseguir água poluída.
Eu fiquei muito triste quando soube daquela situação, pois, no meu caso, tudo o que eu tinha que fazer era dar nove ou dez passos da minha sala de aula até o bebedouro para beber água potável. Antes desse dia na escola, achava que todos no mundo viviam como eu. Quando descobri aquela situação, decidi que tinha que fazer algo.
Fui para casa e pedi ajuda ao meu pai e à minha mãe. Eles me disseram que eu poderia fazer tarefas extras em casa para ganhar os 70 dólares que eu achava que eram necessários para construir o poço. Eu pensava que, com esse valor, iria resolver o problema.
Em quatro meses eu consegui juntar os meus primeiros 70 dólares. Mas foi então que eu soube que eram necessários 2 mil dólares para construir um poço. O problema era muito maior do que eu imaginava.
Comecei então a falar com clubes, escolas e quem mais quisesse ouvir a minha história para que eu pudesse levantar o dinheiro necessário para a empreitada. Depois que construímos o primeiro poço, em Uganda, nos tornamos uma instituição de caridade canadense e começamos a construir outros poços, muitos outros. Venho fazendo isso há mais de dois terços da minha vida e pessoas de todo o mundo têm se prontificado a ajudar.
TerraGaia – Como a sua família reagiu à sua iniciativa? O que eles acharam de uma criança se envolver num projeto ambicioso que nem os adultos estavam dando atenção?
Ryan Hreljac – Minha família sempre me deu apoio. Desde a primeira vez quando cheguei da escola e pedi os 70 dólares. Mas meus pais disseram que eu teria que ganhar esse dinheiro fazendo tarefas em casa. E eu fiz!



Água limpa, alegria da criança africana: "O fato de ter pouca idade no começo não foi um obstáculo no caminho do meu sonho de conseguir água potável para todos"
TerraGaia – Em qual cidade o senhor morava no Canadá nessa época? Tem irmãos? Está estudando atualmente?
Ryan Hreljac – Eu cresci em Kemptville, Ontário, a 55 km da cidade de Ottawa, capital do Canadá. Tenho três irmãos: Jordan (mais velho), Keegan e Jimmy, adotivo, que conheci em Uganda. Atualmente, faço faculdade na Universidade King’s College, em Halifax, Nova Scotia.
TerraGaia – Como o senhor concilia seus estudos com as ações da fundação?
Ryan Hreljac – Apesar de ser aluno em tempo integral, consigo conciliar meus estudos com meu trabalho na fundação: realizo palestras durante alguns finais de semana nos meses de verão e participo das quatro reuniões anuais do conselho da instituição.


Ryan ao lado de um poço construído pela sua fundação no município de Ogur, sub-distrito de Lira, em Uganda
TerraGaia – Quais foram as dificuldades que o senhor encontrou para levar o projeto adiante? Conseguir financiamento? Não ser levado a sério pelo fato de ser uma criança? Encontrar pessoas ou empresas dispostas a contribuir com a sua causa?
Ryan Hreljac – Sempre fui uma pessoa motivada. O fato de ter pouca idade no começo não foi um obstáculo no caminho do meu sonho de conseguir água limpa para todos. Fui inspirado pela bondade da minha família, amigos e desconhecidos que enviaram dinheiro para o projeto.
TerraGaia – Por que Uganda foi o primeiro país beneficiado pelo projeto? Quais foram os motivos que levaram a escolha desse país?
Ryan Hreljac – Quando levantamos o dinheiro necessário, apresentamos o projeto a uma organização que nos sugeriu Uganda como o país que mais precisava de um poço naquele momento. Concordei e pedi apenas que o poço fosse construído perto de uma escola.


Fundação Ryan's Well, 630 projetos em 16 países: água potável e saneamento para mais de 700 mil pessoas no planeta
TerraGaia – Qual foi a reação dos governantes de Uganda ao conhecerem o seu projeto? Inicialmente houve apoio ou resistência?
Ryan Hreljac – O governo de Uganda foi muito favorável ao projeto.
TerraGaia – Qual região de Uganda foi escolhida para a construção do primeiro  poço? Por que a região foi escolhida?
Ryan Hreljac – O primeiro poço foi construído na Escola Primária Angolo, localizada em Otwal, no norte de Uganda. Era uma região marcada por muito sofrimento: 13 anos de atividades rebeldes contra o governo, muitos anos de seca e o flagelo da AIDS. A fonte de água mais próxima era um pântano localizado a cinco quilômetros de distância. Muitas crianças estavam doentes e tinham diarréia por causa da ingestão de água contaminada.


Ryan e Jimmy conversam com crianças numa escola: "Sempre fui uma pessoa motivada. Fui inspirado pela bondade da minha família, amigos e desconhecidos que enviaram dinheiro para o projeto"
TerraGaia – Como foi a reação dos moradores da região ao saber que seriam os primeiros a ter um poço construído pela sua iniciativa?
Ryan Hreljac – Foi um dia de celebração. Visitei a Escola Primária Angolo em julho de 2000, após a construção do poço. A estrada que leva até a aldeia onde está localizada a escola estava tomada por pelo menos cinco mil crianças, que batiam palmas e cantavam. Uma banda formada por moradores tocou várias músicas em minha homenagem e ainda fui cumprimentado pelos anciãos da aldeia.
TerraGaia – Em que momento o senhor percebeu a necessidade de criar a Fundação? Quando a instituição foi criada?
Ryan Hreljac – A Fundação Ryan’s Well foi criada em 2001 porque havia a necessidade de ampliar a arrecadação de fundos para os projetos de água. Em 2011, vamos comemorar nosso 10º aniversário.


Ryan junto ao seu primeiro poço, na Escola Primária Angolo, Uganda, em 2002
TerraGaia – Quantos poços foram construídos até hoje? Em quais países eles estão localizados?
Ryan Hreljac – Neste momento, nós completamos 630 projetos de água e saneamento em 16 países, levando água potável e saneamento a 700.880 pessoas.
Atualmente, a fundação concentra esforços e recursos em três regiões principais: leste da África: Uganda, Tanzânia, Quênia e Malauí; oeste da África: Gana, Togo e Burkina Faso; e América Central: Haiti. Também apoiamos projetos na Etiópia, Guatemala, Guiana, Nigéria, Índia, Zimbábue, Zâmbia e Lesoto.
TerraGaia – O senhor tem algum projeto para o Brasil? Conhece a realidade brasileira?
Ryan Hreljac – Ainda não temos projetos no Brasil. Mas temos uma compreensão geral dos desafios existentes no país: elevado número de pessoas vivendo em favelas e em áreas rurais sem acesso a água potável e a saneamento adequado.


"Eu fiquei muito triste quando soube que algumas pessoas andavam por horas na África, por vezes apenas para conseguir água poluída. Antes desse dia na escola, achava que todos no mundo viviam como eu. Quando descobri aquela situação, decidi que tinha que fazer algo"
TerraGaia – A sua iniciativa pode ser considerada um exemplo para um mundo onde muito dinheiro é destinado à fabricação de armas, que geram violência e dor a muitas famílias e crianças. Como se sente em relação ao impacto que o seu trabalho gera para o bem-estar de milhares de pessoas e ao redor do planeta?
Ryan Hreljac – Eu sou inspirado por pessoas que me dizem: “Mas eu sou apenas um estudante…”, “Eu sou apenas um professor…”. Mas eles podem, à sua própria maneira, fazer diferença. Me alegra ouvir depoimentos de pessoas se inspiraram na minha história e nos relatos dos que estão ajudando a fundação.
TerraGaia – Qual mensagem gostaria de enviar para as famílias e para as crianças e jovens do mundo?
Ryan Hreljac – Meu trabalho com a fundação tem me ensinado que, para fazer uma mudança positiva no mundo, você precisa encontrar algo que o transforme num apaixonado e que lhe dê motivação para agir. Embora inicialmente os passos possam ser muito pequenos, se você persistir e nunca desistir, o impacto das suas idéias vai crescer ano após ano.

Ryan na África, 11 mil km de distância da sua terra natal, o Canadá: "Para fazer uma mudança positiva no mundo, você precisa encontrar algo que o transforme num apaixonado e que lhe dê motivação para agir. Embora inicialmente os passos possam ser muito pequenos, se você persistir e nunca desistir, o impacto das suas idéias vai crescer ano após ano"
Fundação Ryan’s Well é uma instituição de caridade canadense. Recebe doações de pessoas físicas, escolas, igrejas e corporações.
Contato: www.ryanswell.ca
Fonte: TerraGaia

Tuesday, August 07, 2012

"Como prevenir a perda de clientes no processo de relocalização da minha empresa?"

Quando pensamos na transferência da nossa empresa para uma zona rural, sentimo-nos assaltados pelo receio da perda de clientes, mesmo para as empresas que foram criadas após a massificação da internet.
Todos os negócios passam pela confiança entre os seus interlocutores, sendo fundamental o contacto pessoal nessa construção.

Para os empresários, a par do projeto de migração familiar para um contexto mais sustentável, surge a pergunta sacramental: "Como prevenir a perda de clientes no processo de relocalização da minha empresa?"

As tecnologias de comunicação não presencial ajudam nessa tarefa, em particular as redes sociais.
Mas não é tudo.
A participação em eventos relevantes para o mercado em que opera, ganha uma renovada importância.
Marcar presença nesses eventos é fundamental para não perder essa ligação.

Para além disso, essa migração permitirá optimizar custos de funcionamento da empresa, permitindo reduzir os valores de venda sobre os serviços prestados. E esse factor, no actual contexto, permitirá crescer em quota de mercado.

Bons negócios!

Wednesday, July 25, 2012

Comunidades Contemporâneas



O João, o Pedro, a Rita e a Inês estão desempregados.
Na vila onde habitam, não existem empresas a contratar.
Nenhum deles, numa perspectiva isolada, tem a coragem de criar o seu posto de trabalho.
Restam por isso duas alternativas: mudar de cidade ou país; associarem esforços para uma solução comum.
Foi isso que fez Arthur Potts-Dawson, Kate Bull e David Barrie ao criarem o primeiro “The People’s Supermarket”.
Todos tinham tempo disponivel, todos precisavam de adquirir produtos alimentares.
A primeira conclusão foi linear: a compra de produtos em quantidade traz descontos que o retalho não pratica.
A segunda conclusão, com maior risco, foi sobre a partilha desses descontos com a comunidade onde habitam.
Criaram assim um negócio assente num modelo muito simples: O nr de horas dedicadas ao negócio – a título de voluntariado – revertiam em descontos nas compras.
Como factor diferenciador, apostaram em fornecedores horticolas seus conhecidos, garantindo aos clientes a qualidade desses produtos.
Assim, reduziram os riscos da operação, rentabilizaram o tempo que tinham disponivel, e ofereceram à comunidade um ponto de venda seguro sobre produtos frescos comercializados.
O João, o Pedro, a Rita e a Inês não precisam de abrir um supermercado na vila onde habitam para construirem uma solução profissional.
Mas este exemplo é revelador de uma tendência global que importa explorar: a participação dos consumidores no processo produtivo.

Saturday, June 16, 2012

1º Encontro de Espaços de Coworking a 23 de Junho em Alfândega da Fé

Vai realizar-se no próximo dia 23 de Junho em Alfândega da Fé o primeiro encontro de espaços portugueses de coworking.
Neste encontro, pretende-se discutir três temáticas sobre este conceito:

- Vantagens competitivas do CoWorking para os territórios de implantação
- A Importância da actuação em rede
- Como dinamizar os espaços: iniciativas catalisadores para um ambiente criativo

A entrada é livre, mas a inscrição é requerida.


Mais informações sobre o conceito Coworking

Monday, June 11, 2012

Construir o Futuro!

Realizou-se no passado fim de semana a Festa da Cereja em Alfândega da Fé.

É um evento de grande importância para a região, que detém o maior pomar de cerejas da Europa.

Aproveitámos a ocasião para discutir com algumas familias os seus projectos de empreendedorismo para Alfândega.

A Ana voltou a surpreender-nos com os seus produtos: azeites, chutneys e compotas.

A Marta trouxe-nos a sua energia para concretizar iniciativas, suportadas no seu conhecimento em texteis, enquanto o João transbordava em propostas para comunidades mais sustentáveis.

A "outra" Ana, propos a construção de um Parque de Campismo com preocupações ambientais.

Encontrámos em todos os candidatos uma motivação comum: empreendedorismo sustentável

Acreditamos que é possível viver melhor, através de uma gestão consciente dos recursos disponíveis.

Esperamos que todos tenham regressado a suas casas com renovada esperança nos seus projectos. Deste lado, tudo faremos para facilitar a implementação dessas iniciativas.

Thursday, May 10, 2012

Festa da Cereja 2012, Alfândega da Fé

A Festa da Cereja entrou para o calendário das festividades locais há mais de um quarto de século. Tal como o próprio nome indica, é uma festa em homenagem a uma das principais produções agrícolas locais.

A Festa da Cereja terá lugar de 8 a 10 de Junho de 2012, no Recinto da Feira Municipal.

Para os inscritos no nosso programa de repovoamento Novos Povoadores, haverá um programa especial de visita ao concelho.

Inscrições pelo endereço info@novospovoadores.pt

Thursday, April 26, 2012

Os Benefícios da Crise!

Ultrapassado que está o período das vacas gordas - afirmação extemporânea para a maioria dos portugueses - o lado positivo da vida está agora a nascer.

As áreas metropolitanas perderam há muito o seu esplendor. Foram durante décadas o epicentro de talentos de nível nacional onde residiam as oportunidades de participação profissional que gravitavam em redor dos mesmos.

Hoje, a economia do conhecimento traz consigo a democratização territorial. E os territórios rurais, outrora desconectados dessa economia, têm hoje atractivos de relevo para proporcionar o êxodo metropolitano: A qualidade ambiental, social e económica dos territórios rurbanos respondem ao novo estilo de vida dos empreendedores.


A consequência mais interessante do êxodo metropolitano será a polinização de conhecimento protagonizado pelos Novos Povoadores nos territórios de baixa densidade. As redes e a Internet trouxeram consigo a possibilidade de acesso e difusão de informação a nível global, e-learning e trabalho com equipas geograficamente distribuídas (groupware), para citar algumas possibilidades. Facilitarão deste modo a dinamização em seu redor de pequenos alvéolos sociais, com vista a respostas mais actuais à economia que estamos a construir.


O modelo de vida tradicional, onde a população metropolitana adquiria no campo/praia a segunda habitação que lhe permitia respirar, é no actual modelo a sua morada de eleição: Quebraram-se as barreiras geográficas e a falta de competitividade provocada pelos excessivos custos de produção nas áreas metropolitanas - que eram suprimidos por uma procura sucessivamente crescente de uma economia que agora sabemos sobreaquecida - tem hoje uma resposta no território interior conectado.

Por outro lado, os territórios com vontade de atrair Novos Povoadores - gente empreendedora, capaz de gerar dinâmicas de emprego e com vontade de adoptar um estilo de vida mais familiar - são chamados a posicionar-se de uma forma pró-activa, isto é, facilitar a integração dos novos residentes e das suas famílias. Essa tem sido a grande diferença no desenvolvimento dos territórios de baixa densidade. Quando os diversos actores territoriais se mobilizam em torno de um mesmo projecto - Networking Territorial - o sucesso torna-se alcançável. Os Novos Povoadores deixam de o ser, para fazerem parte de uma comunidade que luta para uma maior afirmação territorial, um acto de cidadania activa que os torna actores do desenvolvimento económico e social dessas regiões.

Será esta uma visão utópica?

Segundo um estudo da ONU, em 2015, 69% da população portuguesa viverá nas áreas metropolitanas, acentuado a ausência de qualidade de vida nesses centros populacionais.

Por seu turno, só o Município de Sintra acolhe mensalmente 1000 novas famílias de acordo com os últimos censos do INE.
Estando a sociedade globalizada assente cada vez mais numa economia sem geografia, facto que permite olhar para o território de uma forma mais inclusiva, é possível reduzir o fosso das assimetrias regionais com vantagens para os novos residentes dos territórios de baixa densidade. Assim, além do inegável incremento da qualidade de vida, promover-se-á a quebra de um ciclo de sangria demográfica.

Passar horas a fio no trânsito - que se retiram directamente ao tempo em família - não é uma inevitabilidade para ninguém.

Alexandre Ferraz e Frederico Lucas, co-autores do projecto "Novos Povoadores"

in SOL

Sunday, April 22, 2012

As férias da minha vida!

Todos temos férias que jamais esqueceremos. São momentos especiais, marcados por novas experiências... :-)

Deveria ter 11 anos quando rumei, uma vez mais, com os meus pais para o Algarve.
Na época, para uma criança alfacinha, o verão era marcante: Pelos novos aromas, pelas novas gentes e por um equilíbrio entre a ruralidade e o turismo existente naquela época.

Foi nessa altura que questionei-me sobre “onde queria viver quando crescesse”!
E, naquele instante, fascinei-me pela primeira vez pelo meio rural num processo que me conduziu muito mais tarde a uma ruptura com o ambiente metropolitano.

Hoje, quando observamos o Algarve, não encontramos a mesma harmonia entre o turismo e a ruralidade.
Atrevo-me a dizer que pouco restou da identidade algarvia em boa parte da sua região.

E é esta constatação que me faz lutar por um interior equilibrado. O turismo é importante mas não deve ser sobrevalorizado como o “remédio para todos os males”.
Multiplicar por dez o turismo no interior, coeficiente necessário para o reequilibrio económico nestas regiões, significaria ceder ao fish and chips dos destinos de massas.
E essa não é, por certo, a ambição das gentes de Trás os Montes e Alto Douro.

Mas, e existe sempre um “mas”, os comércios desta região precisam de mais consumidores, as escolas de mais crianças, os centros de saúde de mais utentes. Em suma, este território precisa de mais gente.

Num momento em que 30% dos trabalhadores desenvolvem a sua actividade online - sejam contabilistas, tradutores, gestores de clientes ou ilustradores, para dar alguns exemplos - isso significa que muitas familias metropolitanas podem migrar para onde lhes convier.
É aqui que reside um grande factor de competitividade dos territórios rurais mas conectados à banda larga: Captar essas familias!

E esse é o desafio: Convidar as familias metropolitanas para residir nos nossos territórios menos povoados, com mais qualidade ambiental, social e económica.
Para que isso aconteça, é importante que saibamos receber essas gentes “de braços abertos”!

Crónica de Frederico Lucas para a Revista Tribuna Douro

Monday, April 16, 2012

Sabores transmontanos à sua mesa!

Luís e Patrícia partiram de Braga para Alfândega da Fé, onde têm familia.
Assim concretizaram o objectivo de alterar o ritmo das suas vidas, no momento em que passaram a ser pais.

Com esta migração, abraçaram outro designio: colocar à mesa dos portugueses os produtos tradicionais transmontanos.
Os seus conhecimentos sobre as pequenas indústrias da região permitem-lhes identificar os produtos que o solo transmontado viu nascer, cumprindo a sua identidade.


Com o portal Monte Mel, pretendem aplicar aos negócios ancestrais ferramentas actuais.

Promovem os pequenos produtores transmontanos, preenchendo uma lacuna no mercado, após a estagnação do comércio tradicional. Procuram contrariar a desactivação de pequenas unidades produtivas, que têm vindo a perder facturação nas últimas décadas.

"Em Abril, Alheiras Mil" é o mote da actual campanha de promoção do portal Monte Mel.

Sunday, March 04, 2012

Broadband 'can be an engine for economic growth in Europe'

The Mobile World Congress (MWC) 2012 took place in Barcelona from 27 February to 1 March with the participation of global leaders in the world of telecommunications.
The event coincided with the decisions on roaming and data roaming charges in the European Parliament, considerations of the future investment in internet technologies and debates on the Anti-counterfeiting Trade Agreement (ACTA), each with its own policy ramifications on the telecoms industry.

Despite the positive global trends linking broadband technology to GDP growth, speakers at the MWC pointed out that Europe remains the only continent where telecommunications business is running at a loss. The European Commission has dedicated €9.2 billion to co-finance transition from copper to fibre-based cable telecoms and internet networks in October 2011.
Indonesian Telecoms Minister Tifatul Sembiring stressed at the broadband forum organised by leading global information and communications technology solutions provider Huawei that growth in broadband was central to economic growth of 6.5% that the country experienced in the past year.

The importance of the broadband internet as an engine for the economic growth was pointed out by Huawei Vice Director Richard Brennan who told New Europe that the technology could improve various aspects of life, including education, healthcare and the way businesses operate.
One of the creative solutions presented at the eve of MWC is improvement in machine-to-machine (M2M) technologies presented by Huawei that allow both wireless and wired systems to communicate with other devices, providing an interface for consumers and developers to implement ideas and services as applications on the cloud rather without unnecessary worries about the infrastructure set-up and maintenance.

The future IPv6 technology, championed by Huawei, would allow for every appliance to be connected to the network, fetch data from it and report its position and other information. Application of such technology in healthcare could provide timely and accurate treatment while lowering costs.
Many companies around the globe already benefited from using Huawei's cloud technologies, but creation of a wider open-access data network, based on the fibre broadband which would serve as a backhaul available to users, could provide a boost to invention-based economy and creative businesses.
The World Bank estimates that a 10% increase in broadband penetration can potentially translate into 1.3% GDP growth, with comparative studies in countries which committed to national broadband commitments confirming this trend.

in New Europe

Saturday, February 25, 2012

TVI 24: O projecto Novos Povoadores



A 25 de Fevereiro, o Portugal Português teve como tema principal «Novos Povoadores»: um projecto que tem como principal objectivo repovoar o interior do país.
Os Novos Povoadores apoiam quem quer mudar de vida, quem decide largar as grandes cidades e rumar para concelhos mais rurais. Até agora cerca de 600 famílias já se inscreveram, mas o projecto tem tido muitos avanços e recuos.
A primeira família mudou-se agora para Alfândega da Fé. O Portugal Português mostrou outros casos de famílias que decidiram arriscar e viver com mais qualidade.
Em estúdio, a jornalista Paula Magalhães, contou com a presença de Frederico Lucas, responsável pelo projecto Novos Povoadores e Luís Guimarães, membro da primeira família a mudar-se para o interior. Porque o que se passa em qualquer lugar deste país interessa a Portugal.

In TVI24

Sunday, January 29, 2012

Negócios rurais a crescer

António Afonso, André Vaz e Marco Domingues arriscaram onde quase ninguém ousa fazê-lo: no interior do país. A falta de mercado de trabalho local tem criado novas oportunidades para quem não quer ir atrás do "sonho do litoral".

André Vaz é um apaixonado por abelhas. A licenciatura em educação física e a especialização em animação social não chegaram para que se sentisse realizado. Foram precisos 320 enxames para começar a pensar em deixar o trabalho por conta de outrem para se dedicar exclusivamente à Apidolce. 

Por enquanto, vai mantendo a sua actividade na Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros e na Casa da Misericórdia, mas o objectivo é o de viver apenas da apicultura. "O projecto é recente, mas o gosto vem de há muito. O meu avô e o meu pai eram apicultores, mas tiveram que deixar de ter abelhas por motivos pessoais. Em 2003, comecei a fazer da apicultura um 'hobby' e seis anos depois iniciei o meu projecto empresarial", conta.

O rosto por trás da Apidolce foi um dos vencedores da edição de 2010 do Prémio EDP Empreendedor Sustentável, cujo objectivo é o de criar um contexto favorável à criação de auto-emprego em regiões onde a ausência de mercado de trabalho é uma das principais preocupações.

António Afonso também viu o seu "Reino Maravilhoso" ser distinguido com o primeiro prémio, depois de vários anos ligados à docência e ao turismo. Recentemente, terminaram várias jornadas municipais de empreendedorismo, organizadas para lançar a segunda edição e, sobretudo, para provocar o encontro de instituições ligadas ao desenvolvimento ou gestão da região, com actuais e futuros empreendedores. No total, houve mais 500 participantes.

"Este prémio nasce da visão da EDP para a região onde estão a ser construídas barragens: se produzir energia a partir da água é bom para o país inteiro, então os primeiros portugueses a beneficiar com isso devem ser os que lá vivem", explica Sérgio Figueiredo, administrador-delegado da Fundação EDP. O ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa promoveu um inquérito sociológico às populações de Trás-os-Montes e Alto Douro, para identificar quais eram as suas prioridades. As respostas foram claras: o povo transmontano quer que o investimento que está a ser feito na região crie oportunidades de emprego. "E nós achamos que isso é crucial para fixar pessoas naquele território, que é provavelmente o maior drama com que o interior do país se confronta", acrescenta.

A EDP entendeu que poderia ir além do emprego, directo e indirecto, gerado pelas obras de construção e criou o "Programa Empreendedor Sustentável", uma de várias iniciativas em curso. Objectivo: que a região adquira competências e capacitação para o auto-emprego e lançamento de pequenos negócios. "Dadas as dificuldades da economia portuguesa, com taxas de desemprego elevadas, a capacitação e desenvolvimento de uma cultura para o empreendedorismo é absolutamente necessária", revela. Sérgio Figueiredo adianta que este programa desafia as pessoas a "pensar fora da caixa". "A EDP apoia gratuitamente empreendedores locais, através de serviços de consultoria e formação, elaboração de plano de negócios e apoio ao processo de financiamento."

Além desta iniciativa, a Fundação EDP desenvolveu outra, a "EDP Solidária Barragens", que visa apoiar a inclusão social e a melhoria das condições de vida dos mais carenciados. A Fundação conseguiu encontrar projectos empreendedores com uma vertente social associada, como o CSS - Comércio Solidário e Sustentável, de Marco Domingues, que venceu o primeiro prémio. Mas tudo isto não chega.

André Vaz gostaria que os municípios pudessem dar mais apoio técnico a quem quer criar o seu próprio negócio ou revitalizar o emprego. "As pessoas têm vontade e mercado, não têm é argumentos válidos para ir buscar o financiamento. Penso que isto resolveria o problema dos jovens no geral", afirma. Ao trabalhar na área social, o apicultor tem contacto com uma das actividades que a autarquia desenvolve, o "Empreendedorismo e Capacitação de Agentes".
"Vejo que há bastantes jovens a tentar criar o seu emprego e a fugir à falta de empregabilidade da região. Muitas vezes, este empreendedorismo é fora da área de formação, tal como me aconteceu a mim." O principal obstáculo é o financiamento, seja por falta de capitais próprios ou de abertura das instituições bancárias. "A vontade existe e a procura também." António Afonso concorda. O recém-empresário afirma que a região transmontana tem muita gente a querer empreender e que o Governo devia apostar no interior do país.

Cinco dicas para promover o negócio local
1. Constituição de "working labs" e espaços de "co-working"

Estes "laboratórios de trabalho" e espaços para a partilha de negócios devem estar centrados no município e envolver a autarquia, que é, invariavelmente, a maior entidade empregadora e o principal dínamo do mercado de trabalho local. Os espaços permitem integrar conhecimento e parcerias entre desempregados, freelancers, empresários, mentores e universitários. O objectivo é criar um sistema em rede, com condições para incubação de empreendedores e empresas.

2. Ligar pequenos negócios a grandes investimentos

A construção de um empreendimento hidroeléctrico ou de uma obra pública de grandes dimensões gera oportunidades favoráveis ao nascimento de pequenos negócios. Os empresários devem promover encontros com as PME das regiões onde vão construir novas obras, para reduzir a desvantagem de acesso à informação que existe face a grandes fornecedores nacionais. Este efeito de alavancagem pode ser produzido da mesma forma nos processos de internacionalização.

3. De "freelancer" a pequeno empresário

Existem várias profissões que devem ser expandidas com formação, capacitação e "marketing" social, como o agricultor, pedreiro, canalizador ou carpinteiro. Devem ser dinamizadas, porque fazem falta, sobretudo em regiões onde há uma grande migração de habitantes. Um pequeno empresário promove o emprego e combate o êxodo rural. Os empresários devem estimular contratação de horas, em vez de contratar a pessoa. Os Centros de Emprego devem avançar com experiências-piloto, semelhantes aos mecanismos de "mercado" praticados por empresas de trabalho temporário, que permita orientar um desempregado para um trabalhador por conta própria.

4. Atrair jovens casais

A emigração para as cidades junto ao litoral não pode ser a única saída possível para os jovens desempregados do interior. As autarquias devem facilitar a instalação de casais jovens nos seus concelhos, para que possam aproveitar oportunidades como o programa de Empreendedor Sustentável e o Movimento de Novos Povoadores, que já permitiu a instalação de dois jovens casais.

5. Desenvolvimento de uma ideia de "serviço cívico nacional voluntário"

Esta ideia deve constituir uma ferramenta que que permita combater o isolamento do desempregado, em serviços de apoio domiciliário, por exemplo, utilizando espaços, cozinhas ou lavandarias já existentes.
in Negócios, Ana Pimentel

Tuesday, January 10, 2012

Associação Leque em Alfândega da Fé



O projecto Novos Povoadores está a apoiar a transferência de famílias para Alfândega da Fé.
Neste território, a Associação Leque desenvolve actividades para pessoas com necessidades especiais (Deficiência/incapacidade).
Mais informações em leque.org

Tuesday, January 03, 2012

Novo Parque de Ciência vai ter laboratórios para apoiar empresas




O Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo, previsto “nascer” em Évora, no próximo ano, vai agregar laboratórios para apoiar empresas em várias vertentes, como energias renováveis, ambiente e clima, agro-alimentares, protótipos e mecatrónica ou informática.

“Vários laboratórios vão ser instalados no parque para prestarem serviços a empresas, por exemplo no estudo de materiais e construção de protótipos”, adiantou hoje Manuel Cancela d'Abreu, vice-reitor da Universidade de Évora. O responsável explicou ainda que o espaço, assim como todo o Sistema Regional de Transferência de Tecnologia (SRTT) em que está integrado, num projecto para ser implementado no Alentejo e na Lezíria do Tejo, vai abranger várias vertentes de actuação.

“Uma delas, muito importante, é a das indústrias e empresas agro-alimentares. Outras são as energias renováveis, a mecatrónica e protótipos, as indústrias ligadas ao ambiente e ao clima e a informática”, revelou. A ideia é que existam laboratórios e outras estruturas de investigação que promovam a transferência de tecnologia da Universidade de Évora e dos institutos superiores politécnicos de Beja, Portalegre e Santarém para as empresas da região.

“O Parque de Ciência e Tecnologia e o SRTT são importantíssimos porque, hoje em dia, as empresas e as regiões desenvolvem-se e conseguem criar emprego através da inovação, pelo que é fundamental o trabalho em conjunto com as instituições de ensino superior e de investigação”, frisou.

O SRTT vai ser criado por um consórcio de 21 parceiros e prevê um investimento global de quase 42 milhões de euros, dos quais cerca de 30 milhões (70 por cento) são apoios comunitários, através do Programa Operacional InAlentejo.

Uma das vertentes mais importantes do SRTT, que também engloba incubadoras de empresas em vários pontos da região, é o Parque de Ciência e Tecnologia que, no próximo ano, vai ser construído em Évora.

A sociedade gestora do parque, que vai também coordenar todo o SRTT, é constituída formalmente quarta-feira, na Universidade de Évora, com a assinatura da escritura. O capital da sociedade é de 575 mil euros, detido maioritariamente (quase 76 por cento) pela Universidade de Évora, seguindo-se o Banco Espírito Santo e a empresa Glintt, que actua em várias áreas, nomeadamente a informática e as energias renováveis.

Os restantes parceiros da sociedade são a Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, a Associação Nacional de Jovens Empresários, os institutos Politécnicos de Beja, Portalegre e Santarém e a empresa Decsis.


in CiênciaHoje, Fotografia EDP FabLab

Wednesday, December 21, 2011

E-Migrar para Portugal

A polémica em torno das declarações do Primeiro Ministro sobre emigração dos professores tem provocado celeuma suficiente para jornalistas e comentadores discutirem os destinos mais aliciantes para portugueses em busca de uma oportunidade. Brasil, Angola, China?

Nos Novos Povoadores, preferimos falar em destinos como Alfandega da Fé, ou outras regiões do interior rural. Tristemente, a polémica não inspira os opinion makers a levantar o véu sobre as oportunidades que residem no reequilibrio territorial baseado na mobilização de uma população empreendedora capaz de gerar riqueza independentemente da localização geográfica (economia DNS).

Há um país por "descobrir". Esconde-se entre a visão romântica do meio rural e o estigma de um interior empobrecido. Na realidade, se a ideia de um projecto de turismo em espaço rural e uma pequena agricultura familiar nutre muitos sonhos, não é menos verdade que hoje, as assimetrias regionais são acentuadas em grande medida pela escassez de população.

É certo que o momento que Portugal atravessa não é dos mais auspiciosos, mas neste período em que o governo está concentrado na consolidação das finanças públicas, e a economia no seu todo sofre um severo abrandamento, é o momento oportuno para reflectir sobre o que, para cada um de nós, pode constituir uma oportunidade.

...e-Migração, porque não?
Emigração das suas ideias, dos seus serviços, sem dúvida! Na economia chamam-lhe exportação, e pode fazê-lo "e-migrando" dentro de Portugal em total segurança e qualidade.

A [e-migração] resultado da procura de melhores condições de vida fruto da ligação ao mercado global.

Thursday, December 08, 2011

"É preciso instalar as pessoas com dignidade, é preciso dar vida às aldeias vazias"

Gonçalo Ribeiro Telles, de 89 anos, vai ser homenageado hoje, em Lisboa, enquanto "Homem, Político, Professor, Visionário".






Em entrevista ao SAPO, o arquiteto paisagista que já foi secretário de Estado do Ambiente de vários Governos provisórios, ministro da Qualidade de Vida e deputado, defendeu que é necessária uma nova mentalidade para o planeamento do território: "É preciso instalar as pessoas com dignidade, é preciso dar vida às aldeias vazias".
“Temos as aldeias com senhores envelhecidos, não está lá ninguém. É preciso muita coisa principalmente uma nova mentalidade para o planeamento do território”, afirmou.
Gonçalo Ribeiro Telles considera que são muito poucos os governantes que conhecem bem o país, especialmente o mundo rural. “Há uma ignorância total do que é um território, que tem de ter uma certa população a viver com dignidade”, explicou.
Para o arquiteto “é preciso tirar o maior partido possível das áreas que têm possibilidade de criar alimento. Há instrumentos para o fazer mas não são traduzidos nos planos diretores municipais. Muitas vezes são considerados como obstáculos ao desenvolvimento e ao progresso, o que é uma coisa espantosa”.
A cerimónia de homenagem a Gonçalo Ribeiro Telles decorre na Fundação Calouste Gulbenkian e, entre outros, vão marcar presença Duarte de Bragança, Diogo Freitas do Amaral, Miguel Sousa Tavares, Pedro Roseta, Maria Calado, Alberto Vaz da Silva, António Barreto, Eduardo Lourenço e Mário Soares.

in SAPO, Rita Afonso