As "cidades do futuro" pretendem ser verdes, sustentáveis, inteligentes e low cost. Isto já existe. Chama-se "Campo". Frederico Lucas

Saturday, May 05, 2007

Pedro Norton de Matos



Um aviso amigo. É com um toque de ironia que o empresário Pedro Norton de Matos se refere ao enfarte de miocárdio que sofreu há dois anos. Um acidente sem sequelas que o fez corrigir o «triângulo infernal» em que vivia: stress, vida sedentária e má alimentação. «Estava com o estilo de vida próprio dos tempos modernos. Andava muito de carro e de elevador, viajava muito, comia demais e a más horas e andava em permanente tensão. Imaginem um banco de tripé: se falha um pé, o banco tomba. Foi o que me aconteceu», brinca Norton de Matos. Depois deste episódio, voltou a praticar exercício com regularidade - na juventude chegou a jogar futebol no Benfica, na categoria de juvenil e júnior - passou a encher menos o prato e a acalmar o seu ritmo de trabalho. «No dia em que tive o ataque de coração, uma espécie de camião que estacionou no meu peito, fiz uma promessa à minha família. Passaria a tomar mais cuidado comigo e o meu ritmo de trabalho seria gerido de uma maneira mais racional», recorda. Actualmente orgulha-se de ter autoridade moral sobre a família, amigos e colegas. «Já cheguei a pegar amigos pelo braço, que viviam com ritmos e hábitos disparatados, obrigando-os a repensar prioridades.» Para manter um coração saudável, recomenda a todos que andem cerca de 50 minutos num terreno plano. «Chega para fortalecer o sistema imunitário», diz, tendo em mente a sugestão desta semana da agenda Expresso/Banif a propósito do Mês do Coração, em Maio: «Dê corda aos seus ténis e descubra a sua terra a pé».

in Expresso

Friday, May 04, 2007

Swinging Bach Live Concert



A facilidade com que este tipo coloca a plateia a cantar é fabulosa!

...E para o público terá sido uma experiência inesquecivel: Foram os protagonistas daquele tema.

Thursday, May 03, 2007

Casa em Leytron, Suiça de Nunatak Architects









Glocalizaçao, texto de Ricardo Martinez

"(…) a Globalização é vista como um “ progresso técnico com exclusão ”, reconhecendo-se que as políticas sociais adoptadas pelos governos terão implicações gerais no planeamento territorial e nos processos de descentralização do poder, e particularmente em campos como a gestão do desemprego e a luta contra a exclusão, sendo evidentes as estreitas relações existentes entre o trabalho, as políticas e a qualidade de vida dos cidadãos"


texto completo em Setúbal na Rede

Wednesday, May 02, 2007

Rede Cidades Medias



O CIUMED, projecto financiado pelo programa comunitário INTERREG IIIB SUDOE, que decorreu entre Janeiro de 2003 e Novembro de 2005, teve como objectivo principal contribuir para a promoção, no sudoeste europeu, de um sistema policêntrico e equilibrado de cidades capaz de transmitir a todos os municípios, por mais pequenos que fossem, os impulsos do desenvolvimento económico e do bem-estar social.

Tuesday, May 01, 2007

Portugal inside

O modelo israelita


Embora a maioria das tecnológicas nacionais prefira começar por conquistar referências no mercado interno, há alguns empresários que defendem o chamado modelo israelita - que tem dado origem a numerosas empresas de sucesso internacional - que passa por (quase) ignorar o mercado interno, apostar tudo no mercado evoluído e com escala, como os Estados Unidos. Essa é a opinião de Paulo Rosado, director-geral da Outsystems. “Quando se tem produtos testados e inovadores a nível internacional deve-se fazer todos os esforços e entrar o mais rapidamente possível no mercado norte-americano. Trabalhar no mercado nacional para ter escala e referências pode ser uma perda de tempo”, defende Paulo Rosado.

texto completo em Expresso

Sunday, April 29, 2007

LIDOCAR


Cada vez se torna necessário LIDOCAR ...

Mas o que é isso de lidocar?

Lidocar é uma nova palavra ou melhor um acrónimo. Reúne as várias facetas fundamentais do fenómeno empreendedorismo e traduz como funciona a mente de um empreendedor.
Lucro
Inovação
Dinamismo
Oportunidades
Criatividade
Autonomia
Risco

A nossa sociedade não tem carência de talentos, mas talvez o tenha de empreendorismo, é bom que esta nova palavra entre nos dicionários e inspire as acções dos portugueses.

Seja positivo e Lidoque sem esquecer que o insucesso faz parte da actividade empreendedora, não desista ...

Friday, April 27, 2007

5000!

Cinco mil visitas...

Um momento para agradecer aqueles que nos visitam, à google que nos aloja, aos comentadores que são o motivo da existência deste espaço, e principalmente aos participantes que aceitaram expôr-se em nome de uma sociedade melhor, mais competitiva, em síntese, uma sociedade sustentável.

A todos muito obrigado!

Engenharia natural

A Engenharia natural utiliza técnicas ainda pouco conhecidas e utilizadas em Portugal, ao contrário de outro países europeus.

Sao técnicas baseadas em critérios mecânicos, biológicos e ecológicos, que se caracterizam pela utilização conjunta de materiais de construção vivos e inertes.

Utilizados na estabilização e controlo de erosão em margens de linhas de água ou em taludes de redes viárias. Renaturalização, quando se pretende repor as condições naturais do local através da implementação de vegetação autóctone. Paisagísticos, quando se pretende enquadrar a intervenção com a zona circundante.
São uma boa alternativa ás técnicas agressivas, que utilizam o betão, quer em termos ambientais e paisagísticos como económicos.

Mais informação em Apena e Engenharia Verde

Ideia retirada aqui.

"Quem nao muda vira poste"

VIGORA há 30 anos um pacto de regime sobre a lei laboral em Portugal. Um pacto de silêncio, sustentado por falta de coragem política e pela nossa tradicional tendência para nos «encostarmos» às instituições e aos direitos adquiridos. Nenhum partido, nenhum líder ou governo ousou sequer propor o debate sério sobre este tema.

texto completo em Expresso

Thursday, April 26, 2007

"O Novo Capital" III

"Portugal precisa de se tornar Plano. Portugal precisa de ganhar Rede. Portugal precisa de entrar na Rede. Portugal precisa de passar a estar na Rede. Não é um acto administrativo. Não se faz por Decreto. Faz-se dia-a-dia. No interior, no litoral. Muito nas Cidades, mas também nas zonas rurais. Cada vez menos em Lisboa. Cada vez mais nos quilómetros do território. Andar em Portugal é perceber que a oportunidade da Competitividade não está perdida. Mais quenunca, está em cima da mesa, Não a qualquer preço. Com e para as pessoas. Com a coesão social."

in "O Novo Capital" de Francisco Jaime Quesado, edição RESXXI

Sunday, April 22, 2007

Novo Paradigma de Gestão

Por coincidência encontrei este livro, "Pessoas Decentes Empresa Decente".

Este livro da autoria do casal Bob e Lyn Turknett propõem uma revisão de valores. Grandes escândalos financeiros como os da Enron, WorldCom e Parmalat fazem reflectir a respeito do carácter das pessoas por trás das instituições. Que conduta moral conduz as suas vidas? Quais os seus valores? Urge a formação de líderes que possam transformar as empresas em organizações éticas que respeitem clientes, funcionários e comunidade.


A integridade e a personalidade são o fio condutor de uma boa liderança e devem ser reforçadas com valores como respeito e responsabilidade, este é o conceito que motivou o aparecimento deste livro.

Por vezes as preocupações éticas foram anuladas e comportamentos "espertos" foram enaltecidos. Os erros de um líder, podem ser corrigidos, mas as falhas de integridade não. Isto é tão aplicável a pequenas empresas como a multinacionais.

Este livro e um mail de uma pessoa que tem ganho o meu respeito, recordaram-me que é possível vencer, mas há pessoas fracas que são "decision makers", mas o posto não lhes dá acesso à razão, logo não nos podem fazer desistir.

Saturday, April 21, 2007

Mentalidades que promovem a interioridade

É com o maior dos gostos que começo a minha colaboração neste blog. Isto porque este blog versa sobre uma temática que me fascina e pela qual acho que passa a evolução da sociedade, apostar na inclusão, nomeadamente através da inovação, seja ela tecnológica, de métodos, ou simplesmente de mentalidades.

Para abrir as hostilidades, vou contar uma história, pois estas ajudam a quebrar o gelo ... Na passada semana tive uma entrevista de emprego. Sempre tive pequenos empregos o que me leva a não aspirar a um mundo cor-de-rosa, mas como qualquer recém-licenciado ainda cultivo em mim a esperança que o mundo profissional possa ser algo íntegro, motivador e compensador, mas esta entrevista veio esclarecer-me que o preto domina sobre outras tonalidades.

A entrevistadora cumprimentou-me com uma pergunta sobre qual era a minha licenciatura, ao que respondi Marketing, ela retribuiu com a seguinte tirada: "bem então é mais um para o desemprego". Esta foi uma de muitas pérolas, como por exemplo," actualmente os trabalhadores para serem rentáveis têm de trabalhar por pessoa e meia e com ordenados ajustados à crise", boa fórmula não? pessoa e meia por meio ordenado.
Para nos situarmos não estamos a falar de alguém caquéctico um dinossauro desajustado da realidade, esta senhora está na casa dos trinta e alguns anos e é a responsável no Interior do país de uma empresa com nome no mercado, detentora de várias representações espalhadas pelo país. No desenrolar da entrevista, pergunta-me o que acho da agressividade actual dos mercados? Eu respondi que é a evolução natural da concorrência, mas a agressividade não deve ser desregrada, existe um grupo de valores que têm de ser respeitado (meio ambiente, inclusão social, direitos humanos, integridade, ...) ... então a senhora iluminou-me dizendo que o meu curso não me tinha preparado, números, tudo são números e a busca de motivação nas empresas é apenas um motivo para escrever livros.
Já tendo desistido de lutar por tal trabalho, apenas me restou lutar pelas minhas crenças, e foi o que fiz quando me perguntou o que era vender. Rapidamente e ritmadamente, expus o meu conceito de venda. Vender não deve ser sinónimo de enganar, qualquer venda deve ser concebida a longo prazo, as necessidades dos clientes devem ser a pedra basilar da oferta e acima de tudo temos de ser profissionais e honrar a palavra. Novamente fui esclarecido que a minha formação foi desadequada, para vender vale tudo, enganar, iludir, usar subterfúgios, criticar a concorrência ao invés de valorizar internamente.
O porque desta história neste blog, porque esta senhora é responsável por todo Interior??? É este o tipico administrador de empresas no interior, promove o jogo do vale tudo. Tentam encher os bolsos à conta de todos, e praticam uma escravatura encapotada sobre o nome de crise relativamente aos seus colaboradores.
Sendo assim é natural que a interioridade subsista à inclusão.
Desculpem o desabafo, mas esta é um dos aspectos principais que penso ser necessário inovar, para permitir a inclusão e evolução de todo o país. Se acharem que estou errado, por favor informem pode ser que pense pedir uma indemnização aos meus professores.

Inovar.te na Prova Oral

Vasco Sousa e André Sousa estiveram no Programa da Prova Oral a falar sobre inovação.

Um programa a não perder.

Friday, April 20, 2007

Networking



Decorreu esta manhã a conferência «Policies for regional innovation clusters» na Comissão de Coordenação da Região Centro, apresentada pelo norueguês Arne Isaksen.

Foram enumeradas as "boas práticas" das políticas de dinamização/constituição de clusters e apresentados os casos de sucesso na Noruega, medidos pelos nrs. de trabalhadores que afectam: Dezenas de milhares em alguns casos!

Aparentemente, não existe qualquer impossibilidade de Portugal constituir nos seus territórios diversos tipos de clusters. Aliás, existe um obstáculo. APENAS UM: INCAPACIDADE DE IMPLEMENTAÇÃO DE "NETWORKING"

Portugal ainda vive a fase em que considera o vizinho da frente é o seu concorrente, e por isso dorme com os seus conhecimentos debaixo da almofada. Um dia, daqui a muitos anos, vamos descobrir que os nossos concorrentes mais próximos moram a 1000 kms da nossa sede e que esses, tomaram conta do mercado porque constituíram parcerias locais, regionais, nacionais e continentais.

Identificado o óbice do atraso estrutural de Portugal, vamos combatê-lo:

PROCURE PARCEIROS PARA PARTILHAR CONHECIMENTO

PARTICIPE EM "MAILING LISTS", NÃO AS UTILIZANDO APENAS PARA SABER O QUE OS OUTROS PENSAM

SEJA POSITIVO: PENSE GLOBAL

Wednesday, April 18, 2007

"O Novo Capital" II

"A Europa está em Mudança. Portugal está à Espera. Nos ciclos turbulentos da globalização, eficiência é sinónimo de actuação estruturada e sustentada. Portugal tem uma oportunidade única de fazer da "governância regional" um acto decisivo no sucesso da construção duma sociedade do conhecimento competitiva e justa que todos ambicionamos."

in "O Novo Capital" de Francisco Jaime Quesado, edição RESXXI

Sunday, April 15, 2007

As tribos de viajantes em 2020

"Os passageiros do futuro vão exigir níveis mais elevados de controlo, conforto e segurança e personalização, conclui o relatório ‘As tribos de viajantes do futuro-2020’ realizado pela Henley Centre HeadlightVision em parceria com a Amadeus.
(...)
Ao mesmo tempo, vão existir viajantes que querem mais ‘personalização’ e ‘experiências’ que confiram «status». Em função destes padrões de consumo, o estudo segmentou os viajantes do ano 2020 em quatro tribos: seniores activos (que terão entre 50 e 75 anos daqui a 15 anos), clãs globais (os que viajam para visitar família e amigos), os cosmopolitas (vivem e trabalham em diferentes regiões tirando partido da queda de preços das tarifas e de trabalho flexível) e os executivos globais (que viajam em primeira classe ou táxi aéreo)."

texto completo em Expresso

Saturday, April 14, 2007

"O Novo Capital" de Francisco Jaime Quesado



"(...) Não se pode conceber uma aposta na competitividade estratégica do país sem entender e atender à coesão territorial, sendo por isso decisivo o sentido das efectivas apostas de desenvolvimento regional de consolidação de "clusters de conhecimento" sustentados.

O papel das pessoas é decisivo. São cada vez mais necessários "actores do conhecimento" capazes de induzir dinâmicas de diferenciação qualitativa nos territórios. Capazes de conciliar uma necessária boa coordenação das opções centrais com as capacidades de criatividade local. Capazes de dar sentido à "vantagem competitiva" de Portugal, numa sociedade que se pretende em rede."


Leitura recomendada.
Edções ResXXI

Wednesday, April 11, 2007

Biodiesel

O Biodiesel refere-se a um combustível alternativo ao diesel, renovável e biodegradável, obtido unicamente a partir da reação química de óleos ou gorduras, de origem animal ou vegetal, com um alcool na presença de um catalisador.

O biodiesel pode ser usado misturado ao óleo diesel proveniente do petróleo, em qualquer concentração, sem necessidade de alteração nos motores diesel, já em funcionamento. A concentração de biodiesel é informada através de nomenclatura específica, definida como BX, onde X refere-se à percentagem em volume do biodiesel. Assim, B5, B20 e B100 referem-se, respectivamente, a combustíveis com uma concentração de 5%, 20% e 100% de biodiesel (puro).

O projecto piloto de cidades como Curitiba, capital do Estado do Paraná, Brasil, possuem frota de transporte colectivo movida a biodiesel. Este facto coopera para o desenvolvimento económico regional, na medida em que passa a explorar a melhor alternativa de fonte de óleo vegetal, especifico de cada região. O consumo do biodiesel em lugar do óleo diesel baseado no petróleo pode, claramente, diminuir a dependência ao petróleo e contribuir para a redução da poluição atmosférica, já que contém menores teores de enxofre e outros poluentes, além de gerar alternativas de empregos em áreas geográficas menos propícias para outras actividades económicas e, desta forma, promover a inclusão social. [Ver mais]

Cidades e Territorios do Conhecimento

A publicação não é recente mas merece bem a referência e os 16 euros como preço de capa.


A gestão e pilotagem dos territórios não pode ignorar as potencialidades que as tecnologias de informação e comunicação proporcionam, facilitando a criação de redes entre instituições, entre estas e as empresas e os cidadãos, entre regiões e países. Saber criar e dinamizar a respectiva rede, numa lógica relacional, estruturada em torno da memória territorial para apoio à decisão, constitui o desafio futuro para garantir a competitividade das cidades e dos territórios. A competitividade das regiões será potenciada numa lógica de pertença e de cooperação para que as cidades e territórios possam integrar verdadeiros sistemas de criação de valor para o cidadão e para todos os agentes locais, nacionais e internacionais.

Esta obra centra-se na aplicação do conceito de capital intelectual ao domínio territorial, com destaque para o contributo deste para o conceito de cidade do conhecimento. São apresentadas duas experiências concretas neste domínio: o caso de Mataró, Barcelona e o Caso da Rede Kognopolis, envolvendo três cidades portuguesas e três cidades de Espanha.

Tuesday, April 10, 2007

Reinventar a cozinha na Quinta das Lágrimas


Na Quinta das Lágrimas, a cozinha passou a ser um espaço aberto aos hóspedes, que podem privar com o chefe (Albano Lourenço, o único português contemplado com uma estrela Michelin) ou participar na confecção dos pratos. “Queremos que as pessoas vão à cozinha”, frisa Miguel Júdice, salientando que neste hotel “a própria cozinha passou a ser uma atracção”. Foi criado ainda um novo espaço que irá funcionar como escola de cozinha, onde serão dados cursos e onde os hóspedes poderão dar azo às suas criações gastronómicas. Em relação ao mercado empresarial, que representa uma significativa fatia de 30% da ocupação total da Quinta das Lágrimas, o objectivo de Miguel Júdice é integrar a cozinha nas acções de formação «outdoor» e de «team building».(...)“Cada vez mais, os hotéis devem oferecer experiências e sonhos aos clientes, e não apenas uma cama para dormir”, defende Miguel Júdice.

texto completo em Expresso

Sunday, April 08, 2007

Síndrome da 2.ª Circular

A 2.ª Circular de Lisboa espelha bem a excessiva concentração de serviços que hoje existe na capital do país. As competências têm passado para segundo plano em favor da geografia

Hoje, o desenvolvimento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) permite abordagens inovadoras, facilitando a dispersão geográfica de pessoas e funções trabalhando e contribuindo para o desenvolvimento do mesmo processo. Os chamados BPO (Business Process Outsourcing) e mais recentemente o KPO (Knowledge Process Outsourcing), são exemplos da possibilidade de dispersar serviços dentro ou fora do país.

Exemplo clássico desta abordagem é a localização de «call centers» em cidades onde o custo da mão-de-obra e da logística é bastante mais competitivo que nas grandes cidades.

texto completo em Expresso, autoria de Paulo Nordeste, Vice Presidente Executivo da PT Inovação

Friday, April 06, 2007

Começo aqui!


É com muito gosto que aceito o convite para participar no Inovação & Inclusão, uma vez que o blog retrata temáticas com as quais me identifico.

Deixo aqui uma pequena reflexão que serve, também, como breve apresentação:

Em que medida, as Universidades e outras instituições de ensino superior “do Interior” podem ter um papel fundamental na captação, preparação e fixação de jovens, capazes de dinamizar a região?

Porque, o que de facto, acontece é que chegam muitas vezes por acaso e findo o curso, podem permanecer, caso lhes sejam facultadas condições para tal!

Wednesday, April 04, 2007

Slow atitude

Recebo um mail que partilho aqui no blog por pensar que pode enriquecer a discussão. É decerto arriscado falar em "slow atitude" em portugal mas vale pelo conceito que lhe está subjacente e pelo sentido que queremos dar às nossas vidas e à nossa maneira de estar na mesma... convido então à leitura:



"Já vai para 16 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca. Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante.

Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É Regra.

Então, nos processos globais, nós (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) ficamos aflitos por resultados imediatos, uma ansiedade
generalizada. Porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.

Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações. E trabalham num esquema bem mais "slow down". O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui.

Vou contar para vocês uma breve só para dar noção.
A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio, nevasca.. Chegávamos cedo na Volvo
ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã, perguntei:*
"Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final." Ele me respondeu
simples assim: "É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da
porta. Você não acha?"

A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser".

Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses.

E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.

Essa chamada "slow atitude" está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it now" (faça já).

Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter menor produtividade.

Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress".

Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do "local", presente e concreto em contraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé.

Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo onde seres humanos, felizes, fazem com prazer, o que sabem fazer de melhor.

Gostaria de que você pensasse um pouco sobre isso...

Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é inimiga da perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de
desenfreada loucura?

Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa" até para aumentar a produtividade e qualidade de
nossos produtos e serviços sem a necessária perda da "qualidade do ser"?

Saturday, March 31, 2007

Consciência social e geracional



Acredito que todos beneficiamos de uma sociedade que seja menos dividida. Porque uma sociedade que aposta na igualdade de oportunidades é uma sociedade que tira melhor proveito dos seus recursos humanos e assim sendo é uma sociedade em que a estabilidade social e política é maior, com claros benefícios para o crescimento, porque é menor o nível de contestação.

texto completo em Quarta República, Margarida Corrêa de Aguiar

Friday, March 30, 2007

Caminhos para 2050

O BCSD Portugal com o patrocínio da Fundação EDP lançou no passado dia 26 de Março a versão portuguesa da publicação “Caminhos para 2050 – Factos e Tendências”.

Caminhos para 2050: Energia e Alterações Climáticas é uma publicação da série WBCSD “Factos e Tendências”, que pretende fornecer uma visão mais detalhada dos potenciais caminhos para a redução de emissões de CO2.

Os caminhos apresentados ilustram a escala e complexidade das alterações necessárias, bem como o progresso a concretizar até 2050. Com um ponto de controlo em 2025, proporciona a medida deste progresso e demonstra a urgência de agir prematuramente de forma a atingir uma trajectória sustentável das emissões.

in Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável

Um Selo para o Interior



Utilizamos 13% de Portugal: Pouco mais de um décimo do território nacional!

A estatística é cruel! Desistimos de 87 % do território.

As vias de comunicação, físicas ou de dados, permitem, ou não, assegurar a produtividade profissional?

Facto incompreensível numa era que privilegia as redes digitais.
Não poderíamos/deveríamos estar a discutir o êxodo urbano?

Pela Dinamização do Interior

Thursday, March 29, 2007

Glocalização

Alguém criou o neologismo “glocalização”, reunindo duas palavras que tantas vezes entram em conflito aberto: globalização e localização.
A ideia é inspiradora e mostra como a criação de um termo pode ajudar a pensar uma realidade complexa, paradoxal, e entrever saídas para grandes problemas.

O grande problema da globalização, como afirma Dani Rodrik, professor da Universidade de Harvard, é que concentrar nosso entusiasmo no comércio, na economia, na aquisição de tecnologia avançada, nos grandes negócios, no mercado internacional etc. faz com que os dirigentes dos governos de países pobres desviem atenção e recursos dos campos que realmente geram desenvolvimento humano como a educação, a saúde pública e a justiça social.

texto completo em Cosmo KPlus

Wednesday, March 28, 2007

Acçoes de visibilidade!

Segundo uma notícia de hoje no Público, o Primeiro Ministro Finlandês envolveu-se num qualquer romance que saiu publicado pela respectiva parceira. Tanto quanto me lembro, esta prática anda cada vez mais difundida em nome de um mercado literário àvido em fofocas domésticas.
Mas, há um elemento curioso neste caso. A relação desenvolveu-se fundamentalmente em trocas de sms e o seu término também foi comunicado por esta via.
Incrivel! Estes tipos, que são a economia NOKIA, até nos romances "do chinelo" promovem os seus produtos.

Conferencia e-inclusao

A nova vantagem competitiva da nação

"É importante (...) perceber que a aposta nos Factores Dinâmicos de Competitividade, numa lógica territorialmente equilibrada e com opções estratégicas claramente assumidas é um contributo central para a correcção das graves assimetrias sociais e regionais que continuam a imperar. Falta por isso em Portugal um verdadeiro Choque Operacional capaz de produzir efeitos sistémicos ao nível do funcionamento das organizações empresariais. O "novo paradigma" da Economia Portuguesa radica nesse sentido na capacidade de os resultados potenciados pela inovação e conhecimento serem capazes de induzir novas formas de integração social e territorial capazes de sustentar um equilíbrio global do sistema nacional.

texto completo em Jornal de Negócios

Friday, March 23, 2007

Premio COTEC


"O Prémio COTEC, no valor de 100 mil euros, que tem o patrocínio do Banco BPI, visa distinguir uma PME portuguesa que se tenha destacado no panorama nacional pelo seu envolvimento num projecto inovador."

A COTEC Portugal é uma associação empresarial sem fins lucrativos que tem como missão promover o aumento da competitividade das empresas localizadas em Portugal através do desenvolvimento e difusão de uma cultura e de uma prática de inovação.

texto completo em Diário Económico

O Corpo e que paga!

Wednesday, March 21, 2007

Trabalho em casa traz qualidade de vida e maior produtividade

Os chamados home offices chegam a 3,5 milhões; funcionários têm conforto e garantem economia para empresas

Já são 3,5 milhões os brasileiros teletrabalhadores, ou seja, aqueles que trabalham em casa. A maioria deles é de funcionários de empresas que optaram por fechar escritórios para reduzir custos desnecessários. O número é da Sobratt (Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades).

Também conhecido como home office, o trabalho em casa é uma tendência, segundo especialistas e empresas.

Segundo Álvaro Mello, diretor executivo da Sobratt, nos EUA esse número é muito superior e cresce 30% ao ano.


texto integral em Bom Dia Preto

Monday, March 19, 2007

"(...) Já não vive em Lisboa!"


Numa tentativa de organizar um jantar de uma antiga turma do secundário, fiquei a saber:
a) A Patrícia, que seguiu auditoria fiscal, vive em Amesterdão
b) O João, que seguiu jornalismo, vive no Brasil
c) A Adélia, que não sei se ingressou no ensino superior, vive no Algarve
d) A Elsa, que seguiu Gestão, vive igualmente no Algarve
e) A Mafalda, que seguiu Marketing, vive em Viana

...Enquanto isto acontece, os políticos dos diferentes partidos justificam o êxodo de Lisboa com a atractividade dos municípios contíguos.

Friday, March 16, 2007

Fitness de cidadania

Os temas abordados neste blog remetem frequentemente para tomadas de atitudes colectivas. A inovação para a Inclusão implica também introduzir novas formas de implicar os cidadãos nas decisões que lhes dizem directa ou indirectamente respeito.

A cidadania exerce-se, exercita-se e devia ser objecto de manutenção quotidiana!

O Orçamento Participativo é a este título uma experiência muito interessante que ecoa pouco a pouco pelo mundo. É uma manifestação de cidadania activa que permite aos cidadãos definir prioridades na afectação dos recursos públicos a nível local.

Depois das primeiras experiências na América Latina, no início da década de noventa, com destaque para o Brasil, o Orçamento Participativo tem ganho um grande dinamismo internacional. Na Europa existem cerca de 80 experiências, sendo de esperar que, ainda em 2007, este número possa ascender às 120. Portugal também não ficou alheio a esta dinâmica. Depois da experiência de Palmela, iniciada no ano de 2001, outras iniciativas começam agora a dar os primeiros passos. Os Concelhos de São Brás de Alportel, Tomar e Faro, assim como as Juntas de Freguesia de Agualva (Sintra) e Carnide (Lisboa), iniciaram as suas experiências em 2006.

Uma boa forma de manter em forma a nossa jovem democracia.

mais info: Projecto São Brás Solidário

Maria, Maria

O que dizer deste povo que tem música onde nós temos pessimismo...

Monday, March 12, 2007

Portugueses preocupados com educação ambiental e família

Os portugueses revelam uma preocupação especial a favor da aposta na Educação Ambiental. Num debate promovido pela Comissão Europeia, as três dezenas de cidadãos nacionais que participaram neste debate mostraram-se ainda preocupados com questões relativas à família.

texto completo em tsf.pt

Sunday, March 11, 2007

11/3




É revoltante observar imagens como esta ou do 11/9.
De que forma pode a sociedade ocidental prevenir semelhantes barbaridades no futuro? Estará a sociedade ocidental a impôr o seu comportamento noutras civilizações sem respeitar a cultura local?
Pela mesma lógica, que atitude deveria a União Europeia assumir perante os EUA pelo abandono do tratado de Quioto?!

Saturday, March 10, 2007

Maçã que respira saúde


Alcobaça. Agricultores organizaram-se numa produção integrada com marca e já dão cartas nos mercados de exportação

Maçã de Alcobaça é uma marca de origem protegida criada em 2000, que reúne 800 agricultores. No ano passado, a maçã certificada cifrou-se na região em 10 mil toneladas, numa produção total de 40 mil, das quais 3 mil da Campotec. “Arrumámos na gaveta as nossas marcas individuais e criámos uma única”, salienta Jorge Soares. “Em vez de continuarmos a competir uns com os outros, optámos por nos juntar. Passámos a ser parceiros e a falar com a mesma voz”.

texto completo em expresso.pt.

Wednesday, March 07, 2007

Kjell Nordstrom

inovart.te: Qual é a maior ameaça com que Portugal tem de saber lidar?
KN: Portugal não é uma excepção, mas quando estou no vosso país fico com a sensação que falhar não é algo aceitável, que não é boa ideia ir à falência; parece obrigatório fazer sempre bem à primeira. A questão é que assim não se pode ser inovador porque a inovação requer muita experimentação e que se falhe por vezes. A ideia de que é uma vergonha errar e falhar não é um bom ponto de partida. É um problema, é difícil de mudar, mas podem começar pelas escolas, universidades, pelo governo. Vejam o caso de Singapura!

(entrevista completa no nº 3 da revista inovar.te)

Tuesday, March 06, 2007

E se de repente alguem lhe pedisse ... uma cunha?

"A lei da cunha prolifera e prospera num sistema que acusa muita burocracia e um défice de meritocracia.(...) O caminho mais fácil é o atalho: se a inovação é uma atitude (a mais estóica) a cunha também o é, e parece que já demonstramos [em Portugal] muito mais experiência em aplicar a segunda."

Texto completo em inovar.te nº3, página 98.

Monday, March 05, 2007

Inovar.te - Nº3

Já está nas bancas o nº 3 da Inovar.te.

Uma revista sobre a inovação, não especificamente tecnológica, e sem elitismos.

Leitura obrigatória a empreendedores, gestores de territórios e estudantes das áreas de economia e de comunicação.

Antonio Barreto

Extrato da entrevista ao Expresso.

Somos os piores dos melhores?

Os mais pobres dos mais ricos, os mais incultos dos cultos, os obsoletos dos modernos. Essa insatisfação é o abismo que vai do que temos àquilo que gostaríamos de ter ou de ser. Vivemos também obcecados com o atraso. Até eu próprio! Eu seria incapaz de dizer qualquer coisa sem dizer que lá fora estão muito mais adiantados. Isto talvez seja comum a toda a gente.

É aí que se identifica com os portugueses?

Sim. Mas eu tenho uma obsessão mais forte que é o desperdício. Os portugueses são dos povos que mais desperdiça. Desde a paisagem ao mar, à floresta, ao dinheiro, aos orçamentos públicos. Desperdiça-se, desperdiça-se…

Como justifica esse desperdício?

Falta a organização, falta a experiência. Temos ainda essa sensação de atraso e de pobreza relativa, e uma vontade de tentar matar a carência secular, que gera uma enorme preocupação no curto prazo: fazer depressa, para ganhar depressa, para ter depressa. Por que é que os países ricos, como a Suíça, desperdiçam tão pouco? Porque é tudo feito sem precipitação.

Saturday, March 03, 2007

Ventos da Ibéria



Os espanhóis estão em tudo: na televisão, na banca, na indústria, nos serviços

Para quem leia jornais todos os dias, o fenómeno é incontornável: só se fala da Espanha. Há financiamentos e parcerias, fusões e aquisições, compras e ameaços. O importante é estar. E os espanhóis estão em tudo: na televisão, na banca, na indústria, nos serviços. O tema é redondo: mercado ibérico, economia ibérica, iberismo. E os inquéritos tornaram-se inevitáveis: concorda com a criação da Ibéria? Mas esta é uma coluna de economia, não de política. Fui ver de onde sopra o vento.

Olhando o último quinquénio, verifica-se que o PIB espanhol cresceu a um ritmo de 3,2% ao ano, mais ou menos o dobro da Zona Euro e quase seis vezes o paupérrimo crescimento português. E, se alargarmos o horizonte, o impacto é ainda maior. Há dez anos, o rendimento «per capita» espanhol era igual a 80% da média europeia; hoje é igual a 93%. Mas, no mesmo período, o equivalente português regrediu de 70% para 66%. Que fez a Espanha, e nós não fizemos, para alcançar este sucesso?

Primeiro que tudo, aumentou o PIB potencial. E fê-lo de duas maneiras: por um lado, apostando num modelo que privilegiava o emprego - a taxa de desemprego, que chegou a ultrapassar os 20% da população activa, está hoje na casa dos 7%, em linha com os padrões europeus; por outro, dotando a estrutura produtiva dos capitais necessários - o crescimento do investimento, no seu pico mais alto, chegou a exceder o dobro do crescimento do produto. Melhor era impossível.

Mas, como sabemos, ter potencial não chega. É preciso utilizá-lo. E aqui entra a segunda vaga. A Espanha, beneficiando do facto de ter uma taxa de desemprego muito elevada, controlou exemplarmente os salários, fazendo acréscimos em linha com a inflação e retendo os ganhos de produtividade para embaratecer os produtos. A batalha da competitividade, decisiva nesta fase, foi exemplarmente ganha. E as contas públicas, controladas até ao milímetro, fazem hoje inveja aos melhores.

Tudo bem então em Espanha? Não. De há uns tempos a esta parte, nuvens negras começaram a toldar o horizonte. Primeiro, a componente emprego ficou mais difícil e o crescimento teve de se virar para a produtividade. Depois, a inflação disparou, sugerindo sobreaquecimento e desequilibrando a balança de transacções correntes. E, por último, sobreveio a crise do imobiliário, uma bomba-relógio à beira da explosão. A Espanha de hoje tem semelhanças com o Portugal de 2000. Mas nós falhámos. Será ela capaz de dar a volta por cima?

Eis os ventos que passam. Faz sentido um mercado ibérico? Ele já existe, nas relações de troca que se fazem todos os dias. E uma economia ibérica, no sentido em que duas forças se juntam para criar uma força comum? Nada a opor: o importante é que haja serviços de qualidade a um preço justo, independentemente de quem vier a prestá-los. Então uma Ibéria país? Bom… Não sei… Talvez… Esperem um bocadinho… Senti um calafrio aqui dentro... Serão efeitos de Aljubarrota?...

Claro que isto não é racional. É bloqueio. Mas Ibéria não: eu gosto de ser português.

in Semanário Expresso, Daniel Amaral

Tuesday, February 27, 2007

Contas Regionais do INE: Norte perde peso na economia portuguesa

A economia portuguesa cresceu 0,7 por cento em termos médios entre 2000 e 2003, com a região Norte a perder peso no valor da riqueza criada, segundo as contas regionais do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgadas.

Em termos nominais, o produto interno bruto (PIB) subiu 4,3 por cento nos três anos entre 2000 e 2003, e em termos reais (ou seja, descontando a inflação) subiu 0,7 por cento.

O Norte cresceu menos do que a média, perdendo peso no conjunto da riqueza criada internamente, enquanto a Madeira, os Açores, o Algarve e o Centro registaram taxas de crescimento superiores à média. As regiões Norte e de Lisboa representam, juntas, cerca de 65 por cento do PIB português e 63 por cento do emprego total.

Rendimento disponível subiu 4,8 por cento

O rendimento disponível das famílias portuguesas melhorou 4,8 por cento entre 2000 e 2003, crescendo a um ritmo superior ao da economia, segundo as contas divulgadas pelo INE, com dados definitivos para o período 2000-2003 e preliminares para 2004.

O crescimento do rendimento disponível foi mais elevado no Algarve (6,9 por cento) e na Madeira (6,6 por cento) e mais baixo no Norte (4,1 por cento) e Centro (4,5 por cento), com estas duas últimas regiões a afastarem-se da média nacional.

Os dados do Valor Acrescentado Bruto, uma medida do valor da produção, mostra que a importância do sector primário (inclui a agricultura) baixou nesses três anos, tendo aumentado a do secundário (indústria) e terciário (serviços).

Lisboa é única região com riqueza por habitante acima da média da UE

Lisboa foi a única região do país que conseguiu ultrapassar a riqueza média gerada por habitante no conjunto da União Europeia, entre 2000 e 2004, aproximando-se dos 110 por cento, medida em paridades de poder de compra.

As contas regionais hoje divulgadas mostram que Portugal gerou nesses quatro anos uma riqueza (PIB) por habitante de 77 por cento da produzida pela União Europeia a 25 Estados-membros,.

No Norte, uma região com muitas disparidades, o PIB por habitante em paridades de poder de compra não foi além de 62 por cento da média UE, apresentando-se como a região com maior afastamento face aos parceiros comunitários.

Actividades financeiras e imobiliárias absorveram 1/3 do investimento

As actividades financeiras e imobiliárias absorveram mais de um terço (35%) do investimento português em 2003, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgados.

Esta elevada percentagem deve-se sobretudo ao investimento em habitação, segundo o INE, o qual apresenta uma grande disparidade regional (é mais significativo em Lisboa e no Norte).

O segundo grupo de actividades com mais peso no investimento em Portugal foi o de “comércio, alojamento, restauração, transportes e comunicações”, com 22 por cento.

in Público

Monday, February 26, 2007

Turismo em Portugal

Visita obrigatória para quem gosta de Portugal.

A secção multimédia inclui fantásticos videos das regiões portuguesas!




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Plano de promoção turística conta com 50 milhões de euros

O Plano Nacional de Promoção Externa vai contar com 50 milhões de euros já este ano, soube o DN de fonte governamental. Inserido no Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), a promoção do País vai ser uma parceria público-privada, cuja cerimónia de apresentação contará hoje com a presença do ministro da Economia e Inovação. Durante o evento, serão assinados os contratos de promoção externa com as cinco agências regionais do território continental - Algarve, Alentejo, Lisboa, Centro e Porto/Norte

O Plano de Promoção tem a garantia de que nos próximos três anos contará com níveis de apoio no mínimo idênticos aos agora anunciados. Parte do dinheiro, segundo o DN apurou, será aplicado na promoção da Marca Portugal, estando o restante vinculado às regiões de turismo e à realização de eventos. Segundo as mesmas fontes, por cada euro de contribuição privada, as entidades públicas locais deverão avançar com idêntica quantia, enquanto o Turismo de Portugal deverá despender quatro euros. Segundo o Governo, as novas regras, que contemplam lógicas de "concentração e selectividade do investimento", pre- vêem igualmente "mecanismos mais exigentes de acompanhamento e avaliação" da actuação das agências regionais.

O Governo garante que o Plano de Promoção "visa sustentar a dinâmica de crescimento do turismo português registada em 2006". Tem por missão "indicar os mercados externos a contemplar prioritariamente, os produtos turísticos a privilegiar em cada região e no todo nacional e os instrumentos promo- cionais mais apropriados".

O PENT, apresentado em Janeiro de 2006, visa assegurar, no horizonte de 2015, um aumento da contribuição do turismo para o PIB, bem como incrementar o emprego qualificado. Divide-se em cinco eixos estratégicos. O primeiro, denominado "território, destinos e produtos", identifica dez pólos de atractividade, que vão desde a gastro- nomia e vinho até ao tradicional sol e mar, passando pelo turismo cultural e paisagístico, o turismo de natureza, os congressos de negócios ou o golfe. Saúde e bem-estar, turismo residência, promoção das cidades e actividades náuticas compõem o port-fólio identificado. "Marcas e mercados", "Qualificação e recursos", "Distribuição e comercialização" e "Inovação e conhecimento são os restantes eixos do PENT.

in DN, Márcio Alves Candoso

Saturday, February 24, 2007

"Famílias pedem à banca 58 milhões por dia"

O semanário EXPRESSO faz hoje referência ao crescimento do endividamento das familias portuguesas.

Recordo-me que nos finais dos anos 90, o aumento do endividamento das famílias era uma manchete frequente.
A dúvida surge no momento desta notícia: Como é que nos dias de hoje pode existir esse aumento de endividamento não produtivo, estando a economia numa fase letárgica?

Por outras palavras: Estaremos a "consumir" de forma sustentável? Estarão as opções de consumo/vida do passado compativeis com o actual estado económico?

Serão os subúrbios solução para a redução dos custos de vida? Qual o custo económico e em tempo dispendido com transportes para o acesso aos centros empresariais?

Onde está, em Portugal, a qualidade de vida? A que preços?

Thursday, February 22, 2007

Alfredo Sfeir-Younis

(Excerto da entrevista á revista Visão)

Onde é que Portugal vai estar em 2020?
Se decidir jogar o jogo da globalização, deixar fazer, deixar passar, vai estar numa pobreza tremenda e sem perspectivas.

Como é que pode inverter esse caminho?
Primeiro: mudar radicalmente a educação, para que não seja apenas orientada para o trabalho, mas para a identidade do País.(...)

Segundo: a saúde não pode ser só a adaptação do ser humano à toxicidade , através de medicamentos, tem que se aproveitar os grandes recursos naturais, como as termas.

Terceiro: valorizar, pagar, difundir a cultura, de forma a que os artistas tenham orgulho do que fazem e possam mostrar e ensinar o seu trabalho, e não seja apenas os economistas a receber bons salários.

Saturday, February 17, 2007

«Intelligence» à francesa



A diferença fundamental com a abordagem norte-americana da «intelligence» competitiva resume-se numa frase: “Aos americanos falta-lhes a análise comparada, para olharem em profundidade para o contexto - histórico, cultural, civilizacional, geográfico, jurídico. Por isso, a grelha «standard» da análise concorrencial americana, que muita gente importa, falha, diz-nos Christian Harbulot, 54 anos.

Autor de várias obras sobre o tema, o fundador da Escola de Guerra Económica (uma escola de negócios centrada no tema da «intelligence») justifica assim o porquê de uma “linha” autónoma, francesa, na matéria.

Essa diferença de enfoque repercute-se, tanto na recolha de informação estratégica e na decisão de acções de influência e posicionamento no campo da internacionalização das empresas, como na diplomacia económica oficial, seja ela governamental ou, inclusive, das instituições de um dado território (região, pólo de competitividade, município) ou «cluster».

“O contexto histórico e cultural do que investigamos é peculiar a cada caso. Se olharmos às potências que se movem hoje em dia no xadrez mundial, elas não têm as mesmas raízes nem os mesmos objectivos. Uma abordagem linear e generalista não serve de grande coisa, ou pode levar a erros grosseiros”, remata o fundador da Escola, que, fazendo jus ao nome, não fica longe do «campus» da Escola Militar francesa, ao fundo do Campo de Marte, no centro de Paris.

“A análise americana falha muito na compreensão dos fenómenos assimétricos”, reforça Harbulot. Estes hoje em dia não são exclusivos do terreno geopolítico e militar, mas já há muito invadiram a área da própria ‘microeconomia’.

Não é uma dança de salão



Inesperadamente saltam para o mercado novos constrangimentos - ecológicos, bioéticos, civilizacionais - com os quais os gestores não estão habituados a lidar.

Também a emergência - não só dos BRIC como de muitos outros países outrora englobados na designação Terceiro Mundo - “é muito mal compreendida: há dificuldade em perceber como eles funcionam, e como tomar decisões”.

Inclusive, muita gente não entende que muitos grupos e multinacionais dos países emergentes, mas também de países ‘ocidentais’, actuam concertadamente com os objectivos de potência do seu próprio país.

Por isso, diz o chefe da EGE, uma escola que faz este ano dez anos: “A «intelligence» implica combate, não é propriamente uma dança de salão”. E não tem dúvidas: “Tem de se ser agressivo se se quer estar na ofensiva”. E, nesta postura, há um ingrediente fundamental: “antecipar, ser pró-activo”.

O paradoxo francês



Mas a crítica à ‘linha’ americana não significa que Harbulot esteja satisfeito com o que se passa dentro de casa: “A cultura francesa empresarial não é uma cultura de partilha. Isso é histórico entre nós. Temos poucas lógicas de cooperação e há, ainda, uma cultura de segredo nos meios patronais. Muitos decisores continuam a achar que o que é sigiloso e está escondido tem mais valor”. O que leva o fundador da Escola de Guerra Económica a ironizar: “É uma contradição bem francesa. Temos uma ferramenta de «intelligence» mais rigorosa, mas temos uma antiquada cultura patronal. Será que isso é próprio dos latinos?”.

in Expresso, Jorge Nascimento Rodrigues

Wednesday, February 14, 2007

Hamburgo é a primeira cidade europeia em 3D no Google Earth

A cidade de Hamburgo vai estar acessível em 3D na ferramenta Google Earth prometendo um nível de detalhe surpreendente nos edifícios da baixa.

Ao todo, serão mais de dois mil os edifícios que poderão ser visitados a 30 centímetros de distância virtual, naquela que será a primeira cidade europeia em 3D na conhecida ferramenta.

Ainda não existem datas para Hamburgo estar acessível online, mas sabe-se que o nível de detalhe com que serão apresentados os edifícios será surpreendente.

A escolha da cidade alemã aconteceu graças aos esforços desenvolvidos pelo município, em conjunto com iniciativa privada local, que abordou o Google no sentido de avançar com a ideia.

Actualmente, só cidades norte-americanas podem ser vistas em detalhe no Google Earth, embora na maior parte dos casos somente alguns edifícios estão acessíveis em pormenor, como é exemplo a Golden Gate em São Francisco.

As cidades europeias desenhadas em 3D não são novidade, uma vez que, por exemplo, Paris ou Florença já estão no Cybercity, no entanto, encontram-se apenas acessíveis em dvd. Hamburgo será a primeira a estar ao alcance de qualquer um que possua a ferramenta Google Earth.

in Semanário SOL

Tuesday, February 13, 2007

António Borges critica projectos como Ota e TGV

O economista António Borges criticou quinta-feira à noite a vontade do Governo em construir o aeroporto da Ota e o comboio de alta velocidade TGV.

Perante centena e meia de pessoas, no jantar- conferência da Liga de Amigos da Casa Museu João Soares, em Leiria, o ex-governador do Banco de Portugal, advertiu que «é preciso muito cuidado, porque quando se canaliza a energia do País para certos projectos, está-se necessariamente a descurar outros».
Para António Borges, o nosso problema fundamental «é o das empresas, da competitividade, que é onde temos de apostar e depois, se isso correr bem, então vamos às infra-estruturas».

«Os grandes projectos públicos continuam a ser identificados como sinónimo de progresso. Toda a gente gosta de ter boas estradas, comboios rápidos ou belíssimos aeroportos, mas não é isso que vai resolver os problemas das empresas, da concorrência, da manutenção dos postos de trabalho», reafirmou.

O vice-presidente do banco de investimento Goldman Sachs lembrou que «o país europeu que tem tido mais crescimento económico é a Irlanda, que praticamente não tem auto-estradas, tem um aeroporto que é uma vergonha e não tem um único comboio rápido».

O economista exemplificou também com Inglaterra, país onde vive actualmente, apontando os aeroportos da área de Londres, «onde os aeroportos são uma coisa sinistra, mas eles não constroem novos, quando muito limitam-se a ampliá-los».

Diário Digital / Lusa